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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Chic sobre 2 rodas

Todas nós adoramos tudo que é chic, mas sabemos que o chic do frio é bem mais glamoroso que o chic do calor infernal! (exceto nas praias, no máximo no calçadão!) rs

Então, resolvi compartilhar com vocês umas fotos lindas do site Copenhagen Cycle Chic. Olhem que gente chic pedalando para ir ao trabalho, à escola, às compras...




Admito que simplesmente morro de inveja! Queria muuuito poder sair assim todos os dias do ano! Empacotada sobre 2 rodas! rs

Ps de desculpas. Meninas, não postei foto do look do post anterior porque estava sozinha, em outra cidade e sem máquina fotográfica. Cheguei em Manaus muito atrasada, já correndo para o cabeleireiro (depois que cortei as madeixas, não consigo prendê-las sem ajuda de um profissional), depois correndo para o shopping comprar a meia-calça e depois correndo ainda me maquiar e me vestir!  Sorry!
Mas prometo postar alguns looks ainda este mês.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Meia-Calça

Semana passada fui convidada para uma cerimônia de posse, seguida de festa jantar. Rapidamente pintou a dúvida, como me vestir, com roupa de trabalho e ao mesmo tempo de festa, num calor de 40 ºC?

Elegi um vestido preto básico, fresquinho. Cabelo moicano com um coque simples, maquiagem apenas com olhos carregados no tom berinjela, nos pés sandália alta, meia pata (a única que o pé operado suporta). Resultado, tudo lindo, mas informal para a cerimônia de trabalho, então tive a idéia de vestir uma meia-calça preta, 7/8 para enfrentar o calor.

Na verdade não tive a idéia, lembrei de uma frase que li em algum lugar... “No mundo dos negócios, os pés descobertos não são considerados profissionais.” Como o jantar também era profissional, fiz como manda o figurino!

Perfeito, realmente só faltava ela para finalizar uma produção elegante para as duas situações! Fiquei tão feliz que resolvi homenageá-la no post de hoje.

Quando a meia-calça surgiu, na Mesopotâmia, há mais de 2 mil anos, com aquela costura na parte de trás, era um acessório para homens. Feita de lã ou algodão, servia para proteger do frio e tornar mais confortável a montaria dos guerreiros. No século XIV, ela ganhou outras funções: valorizar os dotes físicos dos nobres europeus e diferenciá-los dos plebeus. Além de novos materiais, foi enriquecida com bordados e detalhes, muitas vezes, caríssimos. Com o passar dos anos, os materiais ficaram cada vez mais finos e deixou de ser usada por homens, tornando-se um acessório essencialmente feminino. Em 1589, a Rainha Elizabeth I usou seus primeiros pares de meia de seda.


No início do século 20, as meias eram grossas e escuras. Elas não costumavam aparecer, pois os vestidos eram compridos. Nos anos 20, as saias subiram e as pernas se tornaram o foco da atenção, então elas deveriam valorizar as pernas femininas, embelezando e escondendo eventuais falhas.


Em períodos de guerra, com a escassez da fabricação de meias, as mulheres costumavam desenhar um risco na parte de trás das pernas para simular seu uso. Algumas pesquisas apontaram que cerca de 80% das entrevistadas sentiam mais falta das suas meias que dos maridos ou namorados!

Desde o surgimento do nylon, em 1935, as possibilidades para a fabricação das meias tornaram-se quase ilimitadas, passaram a ser elásticas, mais resistentes e puderam ser fabricadas em grandes quantidades, diminuindo o preço ao consumidor.


Nos anos 40 e 50 a meia-calça estava presente nas produções de atrizes e dançarinas, em especial nas das pin-ups, símbolos de sensualidade da época! Em Paris, as famosas dançarinas de can-can imortalizaram as meias.



Durante os anos 60 e 70 predominaram na moda feminina. Eram confeccionadas com fibras sintéticas, textura leve e macia, coloridas e podiam modelar e proteger as pernas ao mesmo tempo.



Nas décadas de 80 e 90 viveram o auge da tecnologia da produção. Madona, a deusa do pop, usou e abusou das meias.




Resumidamente, a história da meia-calça mostra a importância do acessório na composição do vestuário, desde os tempos mais remotos. Na história mais recente da moda, ela vem passando por altos e baixos. Muitos fashionistas já decretaram o seu fim, mas ela não só resiste como se atualiza. Ganha estampas, cores, bordados, aplicações. São finas, grossas, transparentes, compridas, curtas, enfeitadas, lisas, coloridas, de seda, de algodão, de lã, de nylon, de lycra, com compressão, anticelulite, enfim, seja lá qual for o modelo, a cor ou o tamanho, temos meias para todas as ocasiões e pessoas, que podem ir da academia de ginástica à balada. Ela transforma o visual das mulheres, deixando-as mais femininas, elegantes, sensuais...

Como a dita cuja será a queridinha desse inverno, farei o próximo post com as tendências atuais! Aguardem!

Ps. Michelle, não consegui visualizar seu e-mail, espero que leia a resposta por aqui! A responsável pelas minhas sobrancelhas é a Rafaela Oliveira,  do Hélio do Lago Sul, 3364.2000. Ela faz a parte superior na linha e a pálpebra na pinça. É ótima e um amor de menina!

terça-feira, 23 de março de 2010

Idéia brilhante

Eles nasceram lantejoulas nos anos 40, foram rebatizados de paetês nos 70 e depois disso, nunca mais pararam de brilhar. Hoje, são o caminho mais curto entre a mulher e a cintilância do inverno!

 O luxo do paetê, eterno amigo das festas, agora também é encontrado em looks do dia a dia. A mistura do glamour e o casual acabam de chegar às últimas conseqüências. Por que esperar pela noite se dá para brilhar durante o dia? A resposta está nas vitrines nacionais e internacionais, eles são o destaque da vez e vão das ruas ao red carpet. Com cores e formatos variados, forram bolsas, saias, calças, coletes, blazers, shorts, sapatos. Vale a pena ter no closet ao menos uma peça bordada para realçar um look básico.

 É possível sim usar os brilhos sob a luz do sol sem parecer que veio direto da balada ou errou na hora de escolher a roupa. Por exemplo, você pode usar um simples top ou bolerinho de paetês sobre de uma blusa ou vestidinho, com uma sapatilha básica, fica lindo!



Para que o brilho não dê a impressão de muito arrumado, o legal é misturar o brilho com peças casuais como camisetas, jeans desgastados, tênis, moletom, em sobreposições com jaquetas, coletinhos, boleros, enfim, escondendo um pouco do brilho.



Fica interessante também fazer contrapontos. O paetê pesado, misturado aos tecidos fluidos, dá um ar romântico, já com alfaiataria fica moderno. Mas o brilho dá volume (engorda mesmo!) e chama muito a atenção, portanto deve estar localizado na região onde você possui seus pontos fortes, para evidenciar a sua beleza.

 
Se a idéia for apenas dar um pequeno toque de brilho, invista nos acessórios, escolha sapatos, sandálias, cintos, broches ou bolsas.

Elegi o blazer como peça coringa para brilhar nesse inverno. Então, vamos a alguns looks possíveis.


  • Blazer de paetês, camiseta podrinha, bermuda ou calça boyfriend jeans (dobrada na canela) e open boot
  • Blazer de paetês, camisa de alfaiataria, shortinho jeans, meias e sapato oxford.
  • Blazer de paetês, regatinha de malha, bermuda com perna larguinha e bota cano curto (ou médio).
  • Blazer de paetês, calça saruel e sapatilha.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Cindy Crawford



É sempre bom ver que o tempo é generoso com certas pessoas. Dame Helen Mirren, Catherine Zeta Jones, Sarah Jessica Parker, Claudia Schiffer e, claro, Cindy Crawford são exemplos dessa dádiva.

Dame Helen Mirren, Catherine Zeta Jones, Sarah Jessica Parker e Claudia Schiffer

Quando era pequena assistia aos programas "fitness", da Cindy Crawford, ela era estonteantemente perfeita. Nada anoréxica, grande e cheia de curvas, assim como uma mulher mais normal... O tempo passou e Cindy ainda aparece linda! Alega não ter feito qualquer intervenção cirúrgica ou algo parecido, apenas cuidados diários com o corpo e a pele. (será? rs)

A revista Harper's Bazaar, UK, de março de 2010, traz uma sessão de fotos da supermodelo posando no seu melhor estilo sexy.
 
  
  
  
  
 
Fotos de Cedric Buchet

Ps.  Pecado mortal, esqueci de incluir no post a diva das divas, Sophia Loren. Com quem o tempo foi e tem sido tão generoso... ela está sempre bela! Farei um post especial sobre ela (na tentativa de redimir meu erro!)

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Moda dos grisalhos?

Depois do gap teeth, seriam os grisalhos o novo hit do mundo fashion? Kate Moss apareceu no lançamento da nova coleção da tradicional marca francesa Longchamp, com madeixas bem mais claras que o tom loiro habitual.


Fios brancos assumidos ou erro do tinturista? Continuo na dúvida... algumas fotos recentes revelam raízes escuras e não, grisalhas.

O mais engraçado é que mesmo tendo sido um erro, Moss pode tudo e, com isso, suas seguidoras também. Então, profissionais a postos, o grisalho vem aí!!!!

Deixando a fofoca de lado, a loira assinou uma linha de bolsas para a Longchamp, inspirada em seu próprio guarda-roupa vintage. Estampa de zebra, para seu lado rebelde, alça mais comprida, evidenciando o lado hip e elegante, algumas tote bags básicas chamadas Gloucester, celebrando o jeito britânica de ser (quero todas!).

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Gap teeth na moda

A holandesa Lara Stone, atualmente top número 3 do mundo, e a modelo Georgia Jagger, eleita a melhor profissional da Inglaterra em 2009, têm em comum a tendência de beleza do momento: os dentes da frente ligeiramente separados.
Lara e Georgia

A nova campanha de maquiagem da Chanel, antenada à tendência, destaca, além do belo rosto, o sorriso com dentes bem separados da cantora e atriz Vanessa Paradis, mulher do ator Johnny Depp.
 Vanessa

Dentes separados me remetem imediatamente à atriz Brigitte Bardot, símbolo sexual das décadas 60 e 70, e à Madonna, que exibe uma fenda discreta, mas marcante!
 
Bardot e Madonna

Nos anos 70, a atriz e modelo Lauren Hutton, símbolo de beleza que apareceu na capa da Vogue 25 vezes, e a cantora Jane Birkin exibiram sorrisos com a charmosa fenda.
 
 Lauren e Jane

Atualmente, a ex-secretária de estado dos Estados Unidos, Condoleeza Rice e a atriz canadense Anna Paquin, ganhadora do Globo de Ouro de Melhor Atriz, pela série de TV True Blood, desfilam sorrisos também com dentinhos separados.

Condoleeza Rice e Anna

O que é conhecido como diastema ou gap teeth virou moda mesmo, os consultórios dentários já andam atendendo interessados em criar o diastema! Pode, isso? Como somos (ou são) influenciáveis...

A eleita do Futilidades que Amamos para o gap teeth mais fofo é a Haley Williams, do Paramore.
 
 



domingo, 31 de janeiro de 2010

Luxo a tiracolo, $ exorbitantes

As bolsas se tornaram o maior objeto de desejo do mundo fashion. Quase nunca precisamos de um novo exemplar, mas mesmo assim gastamos horrores com elas! Para as que podem (não é o meu caso!!!), os $$$$ sem limite, não impedem compras compulsivas! Como exemplo, temos a simplória coleção de Vitoria Beckham, nada menos que 100 bolsas Birkin, da Hermés, avaliada em $2 milhões!
Já que o assunto é $$$$, vamos as mais-mais.

Cleopatra, da Lana Marks, $ 100 mil
 
A designer lança apenas 5 peças por ano. Já existe até uma lenda: as indicadas ao Oscar de melhor atriz usam para dar sorte, como no caso das ganhadoras Charlize Theron, em 2004, e Helen Mirren, em 2007; já Angelina Jolie, em 2009, saiu do Oscar apenas com a bolsa nas mãos, sem o troféu!

Chanel Croc Biarritz, da Chanel, $43 mil
 
Karl Largenfeld lançou 8 exemplares dessa belezura grande e toda feita de couro de crocodilo. 
Tribute Patchwork, da Louis Vuitton, $42 mil


Marc Jacobs fez uma miscelânea de 15 modelos clássicos da marca para criar 24 unidades destas fofurinhas aqui acima.   

Ps. Vamos combinar que podem ser as mais-mais das mais caras, mas nem de longe são as mais-mais das mais lindas! 

Ps2. O troféu Beckham versão brasileira vai para Carol Dieckmann, colecionadora de Balenciaga, Chanel Classic Flap, Goyard e outras. (assunto para um post futuro!)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Os óculos do Tony Montana

Suspirando por Al Pacino (amo!), no papel Tony Montana, ao assistir ao filme Scarface pela milésima vez, fiquei intrigada com aqueles óculos que estampam o rosto do dele. O filme é de 1983 e o modelito é, além de lindo, atualíssimo.

 
Ai meu Deus, que homem!

Buscando informações na net, me deparei com uma discussão fervorosa sobre a marca do modelo. Uns apostam que é Carrera, outros Porsche, mas na verdade é de Linda Farrow o desenho do dito cujo!

Linda Farrow para os fashionistas é sinônimo de luxo, vintage e design de edição limitada. Suas coleções são encontradas em lojas finas e nas passarelas das mostras mais bem conceituadas do mundo da moda.

 
Coleções Jóias e Luxo

A empresa Linda Farrow, estabelecida pela primeira vez em 1970, em Londres, como marca de óculos de luxo, subiu rapidamente à aclamação dos londrinos e do jet set internacional. Pesquisadora incansável, foi precursora ao tratar óculos de sol como moda, responsável por muitas das formas e estilos que ainda hoje encantam consumidores. Explorando o uso de parafusos em molduras, por exemplo, desenvolveu o Farrow Wraparounds Avant-Garde que se tornou o estilo Yoko Ono, marca registrada nos anos 70. A perseguição implacável pelo luxo, inovação e design de ponta continuam a pontuar a marca.

 
Excêntricos

Foi em um dos armazéns da empresa que o diretor artístico e sortudo Simon Jablon, filho da lendária Linda Farrow, redescobriu originais de antigos modelos de óculos criados nas décadas de 70 e 80, por sua mãe. Então, em abril de 2003, a Linda Farrow Vintage foi lançada.

Vintage

Alguns modelos dos óculos Linda Farrow, Outono / Inverno 2010, trabalhados em parceria com Raf Simons, Veronique Branquinho, Jeremy Scott, e outros.
Outono / Inverno 2010

 
Outono / Inverno 2010


Outono / Inverno 2009

 Hoje, as linhas Linda Farrow Vintage, Linda Farrow Gallery e coleção de jóias finas (óculos cujos quadros são feitos com metais preciosos, diamantes e outras pedras preciosas) produzidas exclusivamente para outros designers, estão presentes em mais de 300 estabelecimentos. Vários estilos (não todos) só podem ser encontrados em lojas específicas, como o Harrods, em Londres; Joyce, em Hong Kong; Le Printemps, L'Eclaireur e Maria Luisa, em Paris; Penélope, na Itália; Quartier 206, em Berlim; Jeffrey, em Nova York e Isetan, em Tokyo. E nada de Brasil!