Hoje vamos falar de política... ou melhor, falaremos de elegância na política!
Ela é alta, negra, tem um rosto de traços marcantes e quadris largos. É séria, feminina e muito charmosa, mesmo sendo um tanto quanto grandalhona para o meu gosto. Tem um porte atlético que passa longe da forma esquálida de outras mulheres famosas de seu país e, também diferentemente delas, provou que chique não é apenas o preto! Abusa das mais variadas cores nos seus modelitos, adora cintura marcada e peças simples. Usa maquiagem leve e, por vezes, sai de casa de cara lavada! Ah, nunca esquece os acessórios, desfila sempre com pulseiras, colares, brincos e broches!
Essa é Michelle Obama, a Primeira-Dama dos EUA, uma mulher respeitada e admirada. Sua elegância e informalidade encantaram americanos e nativos dos países por onde ela passou, tornando-a rapidamente um ícone da moda.
Pela primeira vez em 50 anos, a moda retornou a Casa Branca, relembrando um frenesi digno de Jackeline Kennedy. Em comum com Jackie, Michelle tem o cabelo preto alisado, a elegância, o carisma, um núcleo familiar perfeito e a preferência por vestidos sem mangas. Isso porque, também como Jackie, ela tem os braços longos e firmes, metade por sorte genética metade por puro suor. A mulher de Barack faz ginástica todos os dias pela manhã há muitos anos, opta por refeições saudáveis e mantém sempre um olho na balança. Para a pele impecável, usa um produto feito à base de extratos de uma maçã pouco conhecida, a Uttwiler Spätlauber, cultivada no norte da Suíça.
Iniciou seus primeiros dias no posto alavancando nomes de estilistas desconhecidos do grande mercado da moda americano, como o taiwanês Jason Wu, criador do elegante vestido de gala branco, de um ombro só, desfilado no Baile em Comemoração à Posse do Presidente. Aliás, no dia da posse, já ditou moda: usou um vestido verde-limão (ou era dourado? ou amarelo? uma incógnita...) que ficou tão famoso a ponto de ganhar réplicas em badaladas lojas de departamento.
Mas não achem que foi fácil ser respeitada e admirada nos Estados Unidos e outros países do mundo. Isso não aconteceu por acaso, não! Alguém se lembra de Laura Bush, sua antecessora? Ficou tão à sombra do marido que não deixou nenhuma marca durante sua passagem pela Casa Branca. Mas convenhamos, com aquele marido...
Michelle é intelectual, advogada diplomada em Harvard, uma das melhores universidades do mundo, fez uma carreira executiva brilhante até que os livros do marido viraram best-sellers, depois ele virou presidente e ela... Primeira-Dama.
O que mais me impressiona é que Michelle não se deixou contaminar pelo glamour do poder e, com muita classe e discrição, toca no delicado assunto dos padrões de beleza e na mudança do comportamento consumista (suuperfútil!), que durante anos a própria sociedade americana fez questão de promover. É a mulher que assume sua real forma física, sem silicones, botox ou à custa de um guarda-roupa extravagante e caro. Ela é a imagem real, palpável, alguém que poderia ser sua professora, sua vizinha, sua chefe ou sua amiga.
Ela desempenha um papel político importante junto ao marido, incorporando um modelo de sucesso tanto familiar quanto profissional. Incentiva as boas ações para a melhoria da vida cotidiana das famílias americanas. Recentemente lançou a campanha nacional contra a obesidade infantil.
Michelle jogando futebol com as crianças, no lançamento da Campanha Nacional Contra a Obesidade Infantil
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domingo, 7 de março de 2010
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